Confesso que bebemos…

30 Oct

Pois é, quarta-feira passada parecia que seria um final de tarde como outro qualquer, mas foi ai que o confrade Enzo bateu um fone e nos convidou para tomar uns caldos. Acabamos indo eu e o freak Jonas. Conhecendo a adega de nosso BB sabia que tinha de levar algo de respeito, então peguei uma garrafa que fazia horas que queria degustar. Firmado, um grande malbec da Bodega Enrique Foster. Chegando lá, minhas expectativas estavam corretas, BB nos aguardava com um grande tinto argentino, El Enemigo. E vamos aos vinhos.

Iniciamos os trabalhos com  o Firmado, já conhecia o trabalho do enólogo Maurício Lorca mas ainda não tinha degustado este vinho. Grande descoberta, aromas discretos, elegantes, nada de bomba alcoólica, toques mentolados, casaco de couro, fruta negra cozida. Na bouca roubou a cena, simplesmente uma palavra descreveria este caldo: SALGADO. Fazia tempo que não degustava um vinho argentino com tamanha mineralidade, acidez no ponto, taninos domados, carvalho apenas cumprindo seu papel, engrandecer o vinho e não maquiá-lo. Este malbec é proveniente de vinhas de mais de 60 anos de idade com uma produção de 1KG por pé. Apenas 2.500 garrafas produzidas. É importado no Brasil pela Vinho Sul

 

” Al final del camino sólo recuerdas una batalla, la que libraste contigo mismo, el verdadeiro enemigo, la que te hizo único”.

Partimos para o segundo vinho, El Enemigo. Alejandro Vigil (Enólogo chef da Bodega mendocina Catena Zapata) e Adrianna Catena (filha do grande bodegueiro) se uniram para criar este vinho emblemático. Um malbec da safra 2008 que tem em sua composição um toque de Petit Verdot. Afinado durante 14 meses em barricas de carvalho francês com uma produção limitada a 4000 garrafas, somente a metade desta quantidade foi para o mercado para Vinotecas especializadas.

Para nós freaks uma agradável descoberta, visualmente velado, negro, cor de sangue, viscoso na taça. No nariz frutas negras caramelizadas, terra úmida, muita complexidade. Após algum tempo de taça abrem-se aromas de ervas frescas, alecrim e tomilho (um toque de menta). Madeira no ponto, marca do enólogo Vigil.

Na boca robusto, amplo, vigoroso, um tinto de grande estrutura, lindo equilíbrio acidez/maciez, taninos um pouco nervosos, ainda por serem domados, normal para um caldo como este! Grande fim de boca, lembro até agora.

“Um verdadeiro inimigo dos vinhos vulgares”

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Hello world!

17 Sep

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